segunda-feira, maio 25, 2009

Agora aqui e ali

Era criança
Chorava à noite
de baixo dos lençóis

Os gritos surgiam da sala
eu tapava a cabeça com a minha almofada
mas os gritos eram cada vez mais fortes
.
Penetravam no meu coração
como tiros
tiros que me matavam todas as noites
.
Porque mãe?
Porque pai?
Eu era só uma criança inocente.


"Emíia G.F."

8 comentários:

  1. O mais provável é ouvires o que estás à espera, não te vou mentir, mas se não o disseres vais ficar para sempre com a incerteza da reacção dele. «E se..?»
    Eu sei que falar é muito mais fácil que pôr em prática, e eu concerteza que estaria como tu, mas não podes perder o que já não tens, por isso..

    Este teu post :|

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  2. de nada; quem agradece sou eu (:

    identifiquei-me um pouco com este teu post..

    *

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  3. Eu entendo-te. Mesmo que já tenhamos ouvido uma vez, uma segunda é devastador, eu sei. Mas, qualquer que seja a tua decisão, eu sou toda "olhos" (como um rapaz que conheço diz). A sério, faço melhor a ouvir (ou ler) a vida dos outros do que a minha. Mas cabe-te a ti decidir.

    Eu entendo, de certa forma, esse texto. Toca, e acredito que hoje-em-dia há tantas crianças assim..

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  4. *hoje em dia

    Eu sei, eu sei. Fá-lo quando estiveres pronta e não quando os outros te disserem.

    Eu sei, eu sei :(

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  5. De nada, Emm (:
    É bom saber que alguém ouve (ou lê) o que eu digo. A minha realidade é muito diferente e gosto de me refugiar aqui, onde sinto que sou minimamente útil.

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  6. Eu sou igual a ti. Acho que muitas das coisas que escrevo nem sequer chego a dizer às pessoas "do mundo real" por muito que queira. Quando escrevo as palavras saem-me direitas, a falar é tudo do avesso..

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  7. Neste assunto, somos iguaizinhas. E aqui, surpreendentemente, as pessoas tentam-se compreender umas às outras e apoiarem-se (e nem sempre se conhecem). No mundo real também é assim, ocasionalmente, mas aqui é diferente..

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  8. Identifiquei-me muito com o post. às vezes os pais não têm bem nocão do quanto magoam os seus próprios filhos e nós, crianças que já fomos, crescemos sempre com estas más recordações a pesarem no coração, que, de uma maneira ou de outra, condicionarão para sempre a nossa vida.

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